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O que a música provoca em nós?

Publicado por Fonaudio em 22 de dezembro de 2020

Tente se lembrar quais são as canções que mais te emocionaram um dia… mas não pense apenas naquelas que, de repente, provocaram tristeza… o choro de alegria também é importante (e diria que é até mais). É provável que agora, neste exato momento, muitas lembranças estejam saltando à sua memória, te fazendo relembrar e reviver todas as emoções e sensações que aquela música específica um dia te provocou. A nossa incrível memória não nos permite esquecer aquilo que nos marca, seja por um mero instinto de sobrevivência ou seja por um mecanismo sofisticado do córtex pré-frontal… tanto faz. O fato é: não esquecemos.

Neurônio 3d. (Reprodução/Freepik)

Como funciona a memória?

Maria Luiza, 26 anos, arquiteta e urbanista nascida e criada do interior de São Paulo. Diferente da preferência de seus pais, Malu, como gosta de ser chamada, não costuma ouvir música brasileira, optando, desde a adolescência, por canções internacionais, sobretudo, pelo blues. No entanto, sempre que vai ao happy hour com os colegas do escritório que, por vontade da vida (leia-se: por vontade da maioria), é perpetuamente marcado no mesmo pub. Quando esse dia chega, a arquiteta tem de passar por uma situação: a de reviver a sua infância.

Apesar do gosto ”diferenciado” na vida adulta, Malu cresceu ouvindo as músicas que seus pais ouviam. Como sua história começou em meados da década de 90, e como Cláudio e Bete adoravam (e ainda adoram!) MPB, a jovem revive, em sua memória, as suas reuniões familiares. Sempre que começa a tocar ”Malandragem” nesse pub onde o pessoal do trabalho costuma se encontrar, ela revive as reuniões familiares. As lembranças que Malu recorda são tão vivas e intensas, que ela é capaz de sentir até mesmo o cheiro do ambiente… de ouvir as vozes… de se transportar para o passado. E é certo que a Maria Luiza não é a única pessoa a passar por isso. Assim, a música, acima de tudo, serve para marcar. Para nos marcar. Marca quem escreve e marca quem escuta.

Agora, imagine se não houvesse música. Imagine se os pássaros não tivessem a capacidade de cantar. É aqui que entra a importância da música para a inclusão dos deficientes auditivos. Não entendeu? Nós vamos explicar.

A música estimula o sistema sensorial, especialmente a audição e a vibração, além de ser uma comunicação verbal e não-verbal ao mesmo tempo. O professor e médico otorrinolaringologista Rogério HamerSchimidt, da Universidade Federal do Paraná, especialista em tratamento da surdez e implante coclear, afima que a música tem papel fundamental no desenvolvimento da criança e no bem-estar do adulto. Isso, porque o sons estimulam o desenvolvimento de partes específicas do cérebro, o que favorece o processo de aprendizado. Alguns estudos recentes demonstraram que até mesmo crianças normo-ouvintes com o mesmo acesso à musicalidade, desenvolvem melhor a fala. Assim, é extremamente importante que todas as crianças (bem como todos os adultos) tenham algum contato com a música, seja por meio de um instrumento, do canto…

Alguns outros benefícios que a música traz:

  1. Amplia o vocabulário;
  2. Melhora a autoestima;
  3. Estimula áreas do cérebro que a fala (sozinha) não consegue estimular;
  4. Promove o bem-estar;
  5. E marca momentos.

E aí, vai continuar sem música na sua vida?

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