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Estimulando a comunicação em casa

Publicado por Fonaudio em 22 de novembro de 2020

Você sabia que, de acordo com a professora do Departamento de Fisioterapia, Fonaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Fernanda Dreux Miranda Fernandes, a criança aprende a falar praticamente desde o nascimento. É estranho imaginar isso, não é? Contudo, isso acontece de acordo a convivência com adultos e com o idioma. Assim, eles percebem os sons que fazem sentido e desenvolvem a própria linguagem.

Crianças conversando. (Reprodução/Freepik)

A docente afirma que questões relacionadas ao tempo ideal para o início do desenvolvimento da comunicação sempre geram dúvidas entre os pais e responsáveis. Entretanto, segundo ela, a criança aprende a se comunicar desde que vem à luz. No começo, obviamente, essa comunicação é ”rudimentar”, em forma de choros e balbucios, usando todas as funcionalidades do sistema fonoarticulatório, como a boca, língua e lábios. Dessa forma, uma das formas de ajudar nesse desenvolvimento, no caso da fala, é pronunciar as palavras com mais naturalidade e consistência. A professora ainda ressalta que é de suma importância saber que a televisão (ou o tablet, viu?!) não vão estimular a fala da criança. Portanto, é preciso que ela entre em contato com pessoas para que o sentido seja amplamente desenvolvido, seja contando uma história, perguntando sobre o dia, sobre a escola… o importante é dialogar.

No caso das crianças não-ouvintes ou para aquelas que têm alguma dificuldade auditiva (e fazem o uso ou não de aparelhos auditivos/implantes cocleares), o estímulo da comunicação também não deve ser postergado. Isso, porque o ato de comunicar vai além da oralidade. Assim, é possível desenvolver a língua de sinais desde cedo. Usando uma linguagem de sinais para comunicar suas necessidades, o adulto pode, facilmente, ensinar à criança, sem que seja primordial conceituar os gestos (à princípio, ok? estamos falando de crianças nos primeiros anos de vida!). Entretanto, esse estímulo não deve acontecer apenas num momento específico do dia, mas sim como um estilo de vida. Desse modo, esse se faz um processo contínuo, que exige paciência e dedicação e o aprendizado, certamente, é uma via de mão dupla!

Importante! É bom ressaltar que o aparelho auditivo deve estar sempre ligado, certo?

A linguagem de sinais também deve ser estimulada. (Reprodução/Freepik)

Quando for se comunicar com a criança, o faça na altura dela. É importante permitir que ela veja a expressão em seus olhos, boca e mãos. Se a comunicação acontecer via oral, use palavras simples e objetivas, fale de maneira correta e bem articulada, deixando de lado o tom infantilizado. Não separe as sílabas para ensinar e não peça para a criança completar o que falta da palavra (incentive a totalidade!). Esteja pronto para corrigir quando ela errar, mas faça isso de maneira acentuada, com carinho e paciência, ok? Comece e abuse das palavras funcionais, como: eu, oi, não, sim, mamãe, papai, quero etc., isso vai ajudar a dar um pontapé inicial no processo de comunicação.

O mais importante: comece e não pare! Que tal contar a suas aventuras? Suas histórias de família? Temos a certeza de que não faltam histórias e assuntos!

Referências: Universidade de São Paulo.

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