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Meu filho tem perda auditiva… e agora?

Publicado por Fonaudio em 13 de novembro de 2020

Calma! Antes de mais nada, saiba que a vida não acaba por conta disso. Obviamente haverão dificuldades, mas quem é que não tem ou nunca teve dificuldade em algumas situações da vida? Para uns, a dificuldade é, está ou estará em ouvir. Alguns, em falar. Outros, em enxergar. O importante é jamais desistir! Por isso, continue firme e não se desespere, nós estamos aqui para te ajudar.

Criança usando aparelho auditivo. (Reprodução/Freepik)

O que caracteriza a perda auditiva?

A perda auditiva é qualificada como a diminuição da capacidade de ouvir. Pode ser algo que acontece de forma repentina, no decorrer da vida ou ainda durante o desenvolvimento do feto. Compreender a perda desse sentido é o primeiro passo para caminhar rumo à qualidade de vida.

A audição é uma habilidade e, diferente da fala, ela não pode ser desenvolvida. A má formação do nervo coclear e infecções virais durante a gravidez, na maior parte dos casos, são os responsáveis pela surdez congênita, ou seja, quando a deficiência é desenvolvida ainda na barriga da mãe. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma gama enorme de exames e de testes a fim de identificar, precocemente, doenças e alterações em bebês. A triagem neonatal auditiva ou o teste da orelhinha, é um desses exames e é realizado ainda na maternidade. O fone inserido na orelha do recém nascido emite sons de baixa intensidade e recolhe as respostas produzidas pelo ouvido interno, possibilitando constatar se a criança está reagindo conforme o esperado. Se forem identificadas alterações, a criança deve ser encaminhada ao otorrinolaringologista para avaliação audiológica.

Além dessa etiologia, a surdez também pode surgir de forma repentina. A exposição à explosões ou sons de alta intensidade, bem como acidentes cranioencefálicos são as causas mais comuns da diminuição abrupta da acuidade auditiva. Outrossim, algumas doenças também podem provocar ou favorecer a hipoacusia.

Apesar de ser uma perda, a deficiência não significa surdez total. Existem níveis de diminuição da capacidade auditiva e eles se dividem em quatro categorias: leve, moderado, grave e profundo.

  Perda auditiva leve:Há dificuldade para ouvir e entender discursos brandos ou distantes.

Perda auditiva moderada: Dificuldade em ouvir discurso regular, ainda que em distâncias próximas.

Perda auditiva grave: Só consegue escutar se o discurso for muito alto.

Perda auditiva profunda:Só há a percepção de sons altos como vibrações.

Criança fazendo o uso de aparelho auditivo. (Reprodução/Freepik)

Como posso saber se meu filho escuta ou não?

As crianças, diariamente, podem dar indícios da dificuldade em ouvir e, geralmente, os pais ou professores são os primeiros a notar esses sinais. Comportamentos como: não virar a cabeça na direção da fonte sonora após os três meses de idade; não reproduzir nenhuma fala depois dos dois primeiros anos de vida; assistir televisão ou ouvir música mais alto que o normal; não responder quando é chamado; falar mais alto que o habitual; pedir, com certa frequência, para repetir o que foi dito, podem ser suspeitos.

Por isso, para que não haja qualquer dúvida, procure o médico com urgência. Salvos os casos de surdez súbita, a perda auditiva pode ser retardada se houver o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, e há casos em que a dificuldade é apenas temporária, seja por uma infecção na região ou por obstrução da via.

O que eu posso fazer para ajudar?

A melhor forma de ajudar é prestar atenção aos comportamentos que podem indicar algum nível de perda auditiva. Assim como para qualquer outra doença, o diagnóstico precoce é primordial para o tratamento e para a devolução da qualidade de vida dos pacientes. Hoje, existem diversos recursos que tornam mais fácil a vida dos portadores de deficiência auditiva. Aparelhos auditivos, cirurgias, medicamentos, implantes de condução óssea e implantes cocleares são opções disponíveis que podem facilitar o dia a dia de quem enfrenta o problema. Contudo, entender o que causou (ou tem causado) a diminuição da capacidade de ouvir é a chave para encontrar o caminho correto, pois existem diferentes tipos de perdas: neurossensorial, de alta frequência, unilateral, condutiva e mista. Viu a importância de procurar ajuda?

Meu filho vai conseguir falar?

Nada o impede. Isso, porque o mudo, por definição, é quem não faz uso dos órgãos e regiões emissores de sons, e, apesar da dificuldade em ouvir, pessoas surdas ou portadores de deficiências auditivas podem produzir sonorizações vocais. É claro que haverá uma barreira maior no desenvolvimento da comunicação, mas a deficiência em si não impede a linguagem oral. Afinal, a audição depende de um órgão, o ouvido, e a fala, de outro.

Cuide da sua saúde, cuide de você!

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